Democracia ateniense

Sou aristocrata. Me chamo Sólon. Me colocaram no poder dizendo que eu teria que resolver os problemas da cidade : uma crise financeira e um conflito interno entre a classe mais pobre e os aristocratas. Os aristocratas. Os homens ricos e poderosos, que possuem um mundo de terras, e acham que por isso podem mandar em tudo e em todos. E a classe mais pobre. Pegavam dinheiro emprestado, e depois não tinham como pagar. O resultado era um bando de pessoas tendo que prestar serviços para pagar suas contas. Jogaram toda a “bucha” na minha mão.

A primeira coisa que fiz em meu governo foi dividir as terras dos aristocratas, e distribuir para a população pobre. Fim da briga. Todo mundo tinha terra para morar e obter seu próprio sustento. Depois disso, criei uma assembléia em que a plebe (classe mais pobre) podia participar e opinar. Adotando essas medidas, iniciei a instalação de uma democracia.

Mas, infelizmente, quando oferecemos a mão, alguns já querem o braço, fui pressionado pela plebe a me tornar um tirano. Um tirano é aquele que defende a classe mais baixa, lutando contra os aristocratas. O que eu queria era beneficiar a todos. Me pressionaram demais e deixei meu cargo. Em meu lugar entrou Psístrato.

Eis me aqui. Psístrato no comando. Ao contrario de Sólon, tentei me tornar tirano, e falhei duas vezes.  Confesso que não gosto muito dos aristocratas, então quis entrar na luta contra eles.  Na terceira tentativa consegui me tornar tirano, e exilei todos os aristocratas que a mim se opuseram, e distribui suas terras aos pobres.  Eu estava acabando com o poder aristocrata. Eles tiveram que passar a servir ao estado, se quisessem sobreviver. Eu trouxe à Atenas muitas coisas legais para lazer, como peças de teatro, projetos arquitetônicos, entre outros.  Fiz com que Atenas se tornasse a capital cultural Grega. Saí do poder para a entrada de Clístenes, que me continuaria a instalação da democracia na Grécia.

Eu, Clístenes, redistribui os grandes cargos que eram ocupados pelos aristocratas, para toda a população. Eu introduzi a pratica do ostracismo. Quem fosse contra a lei, era convidado a passar umas férias de 10 anos fora da cidade. Na verdade, o cidadão era banido da cidade por 10 anos. Isso protegia a cidade da tirania. Eu precisava por ordem em toda aquela população, então, fiz com que a Assembléia se tornasse a maior autoridade do estado. Fazendo isso, quem tivesse reclamações, sugestões ou questionamentos, iria até a Assembléia.

Nós três, demos início à instalação de uma democracia na Grécia. Depois de muita luta, conseguimos desfazer o monopólio do poder aristocrático, e fizemos com que todas as classes participassem da Assembléia, e pudessem opinar. Conseguimos organizar a sociedade, que estava bagunçada, pelas leis aristocratas. Fomos o inicio de uma grande luta, que em alguns lugares, dura até hoje. Ricos e poderosos, que acham que podem pisar em cima de todos e mandar em tudo. De geração em geração vamos conseguir vencer. O importante é nunca desistir… !.

Alunas: Beatriz Amaral, Kalyne Amorim e Maria Eduarda.


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